Uma nova etapa para a Auditeste
Com mais de 25 anos de atuação em qualidade de software, a Auditeste inicia um novo capítulo de sua história sob a liderança de Rafael Ramos. Profissional com trajetória construída dentro da empresa — da atuação operacional à gestão —, Rafael assume como CEO em 2026 com o desafio de conduzir a organização em uma fase de crescimento, inovação e expansão internacional.
Sua visão combina rigor técnico, escuta ativa e valorização das pessoas. Nesta entrevista, ele fala sobre sua trajetória, os princípios que orientam sua liderança e as prioridades estratégicas para o futuro da Auditeste.

Antes de falar sobre o cargo de CEO, quem é o Rafael Ramos? Que experiências pessoais, valores e referências mais influenciaram sua forma de enxergar o trabalho e a liderança?
Nasci na cidade de São Paulo, em 1980, e vivi aqui toda a minha vida. Essa experiência moldou muito a minha visão de que as coisas podem sempre melhorar e de que pequenas melhorias podem impactar a vida de muitas pessoas.
Vejo a Auditeste como resultado do esforço de muitas pessoas, e não como um reflexo da personalidade de um gestor. Consultar a equipe antes de tomar decisões não é indecisão; é compreender que, ao ouvir diferentes visões, também encontramos diferentes soluções para uma mesma questão.
A compreensão de que todos são importantes para a empresa também precisa estar presente no ambiente de trabalho. Harmonia, respeito, ética e bem-estar são valores que a Auditeste preza por manter.
Como surgiu seu interesse pela área de tecnologia, qualidade de software e automação?
Auditeste, em 2005. Foi minha primeira experiência na área de TI. Os processos bem definidos, os métodos de trabalho, a disciplina necessária para desenvolver uma aplicação e a qualidade e o profissionalismo dos meus colegas me impressionaram e sempre foram uma motivação para a minha atuação na área.
Costumo dizer que, ao contrário do que muitos afirmam em entrevistas, a mão de obra brasileira na área de TI é excelente — tanto entre desenvolvedores quanto entre testadores, POs e outros profissionais especializados. Conseguimos aliar criatividade e processos, invenção e disciplina. Esse é um dos maiores ativos brasileiros.
Quais foram os principais marcos da sua trajetória profissional até a chegada à posição de CEO da Auditeste? O que cada etapa ensinou a você?
Formei-me arquiteto em 2006 e trabalhei com diversos tipos de construção, como casas de luxo, restaurantes fast-food, supermercados, reformas de shopping centers e fachadas de alumínio.
O crescimento profissional na arquitetura levou a cada vez mais funções burocráticas e gerenciais, em detrimento dos projetos. Além disso, testemunhei uma sucessão geracional mal conduzida afetar uma empresa que faturava mais de R$ 1 bilhão por ano.
Essa experiência facilitou minha transição de carreira para a Auditeste, onde ingressei em 2016. Exerci diversas funções na empresa, do operacional a cargos de gerência, sempre me preparando e conhecendo os diferentes lados e objetivos do negócio. Em 2026, esse percurso me levou à posição de CEO.
Que competências técnicas você considera fundamentais na sua formação e quais competências humanas precisou desenvolver ao longo do caminho?
De certa maneira, sempre gerenciei projetos e pessoas, desde os tempos da arquitetura. Acredito que habilidades cruzadas são muito bem-vindas: é possível transpor para a área de TI competências desenvolvidas no ramo da construção.
Acredito que qualquer trabalho representa um aprendizado contínuo, das funções técnicas às gerenciais. Saber aprender sempre é a principal habilidade que venho desenvolvendo desde o início da minha trajetória profissional.
Quando você percebeu que liderar pessoas exigia mais do que dominar processos ou ferramentas?
Em um dos primeiros projetos que gerenciei na Auditeste, percebi que, mesmo com processos bem definidos, o resultado só seria alcançado se a equipe estivesse motivada e engajada. Foi nesse momento que entendi que liderança não é apenas organizar tarefas, mas inspirar pessoas, dar propósito e criar um ambiente em que todos se sintam parte da construção.
Desde então, passei a dedicar mais tempo a ouvir, compreender e apoiar cada colaborador.
O que representa assumir a liderança da Auditeste neste momento da história da empresa?
É uma responsabilidade enorme e, ao mesmo tempo, uma oportunidade única. A Auditeste tem mais de 25 anos de história e já consolidou sua reputação em qualidade de software. Assumir a liderança agora significa conduzir a empresa para uma nova etapa de crescimento, inovação e internacionalização, sem perder os valores que nos trouxeram até aqui.
Quais elementos da cultura e da trajetória da Auditeste são inegociáveis?
A ética, a transparência, o respeito às pessoas e a busca constante pela qualidade. Esses pilares não podem ser negociados, pois são a base da confiança que construímos com clientes, parceiros e colaboradores.
Como você pretende equilibrar continuidade e transformação na sua gestão?
Vejo isso como um equilíbrio dinâmico. Há práticas e valores que precisam ser preservados, como nossa excelência técnica e o cuidado com as pessoas. Ao mesmo tempo, precisamos nos transformar para acompanhar as mudanças do mercado, adotando novas tecnologias, modelos de negócio e formas de colaboração.
Que tipo de cultura você quer fortalecer na Auditeste?
Uma cultura de inovação com responsabilidade. Quero que cada colaborador se sinta livre para propor ideias, mas também consciente da importância de processos sólidos e da disciplina necessária para entregar qualidade.
Essa cultura deve se refletir nas relações internas e externas, com equipes engajadas, clientes satisfeitos e parceiros confiantes.
Como pretende equilibrar a autonomia das equipes com a consistência dos processos e padrões de entrega?
Acredito que a autonomia só funciona quando há clareza de objetivos e padrões bem definidos. Minha proposta é dar liberdade para que as equipes escolham caminhos e soluções, mas sempre dentro de um framework que assegure qualidade e consistência.
Como você define o sucesso da gestão?
É uma combinação de fatores: crescimento sustentável, satisfação dos clientes, desenvolvimento das pessoas e maturidade operacional. Não adianta crescer sem qualidade, nem ter processos impecáveis sem engajamento humano. O sucesso está no equilíbrio entre esses elementos.
Em um mercado com muitos fornecedores de tecnologia, como você quer que a Auditeste seja lembrada e escolhida?
Quero que sejamos lembrados como a empresa que alia rigor técnico à proximidade humana. Não apenas entregamos software de qualidade, mas construímos relações de confiança e parcerias de longo prazo.
Quais são as três prioridades estratégicas da Auditeste para os próximos 12 a 24 meses?
A primeira é investir em inovação em automação e inteligência artificial aplicada a testes de software, ampliando nossa capacidade de entregar resultados mais rápidos, precisos e escaláveis para os clientes.
A segunda é fortalecer nossa posição de mercado, com foco na expansão da carteira de clientes e na consolidação de novas frentes de atuação, reforçando a marca Auditeste como referência em qualidade de software.
A terceira é consolidar nossa estrutura e nossas certificações, aprimorando a governança interna e buscando certificações de relevância internacional, como a ISO 27701. Queremos garantir padrões elevados de segurança, privacidade e confiabilidade em todos os processos.
Há planos de ampliar a atuação internacional, lançar novas soluções, fortalecer parcerias ou entrar em novos segmentos?
Sim. Esses movimentos fazem parte da nossa visão de futuro. Queremos ampliar a atuação internacional em mercados estratégicos, lançar soluções que tragam inovação em automação e fortalecer parcerias que agreguem valor ao ecossistema de qualidade de software.
Cada escolha será orientada pela combinação de três fatores: relevância para o cliente, sustentabilidade do negócio e alinhamento com nossos valores de ética e excelência.
Se você tivesse de resumir o futuro que quer construir para a Auditeste em uma frase, qual seria?
“Ser referência global em qualidade de software, sem perder a essência humana que nos diferencia.”
Que mensagem você gostaria de deixar para as pessoas que constroem a Auditeste todos os dias?
Vocês são a razão da nossa história e da nossa continuidade. Cada teste e cada decisão contribuem para um legado que agora queremos levar ainda mais longe. Conto com vocês para escrevermos juntos este novo capítulo.
O que você gostaria que os clientes percebessem na prática durante essa nova fase da empresa?
Gostaria que percebessem uma Auditeste ainda mais próxima, ágil e inovadora. Que sentissem, na prática, a consistência dos nossos processos, a confiabilidade das entregas e a capacidade de antecipar soluções para os desafios de qualidade de software.
Mais do que fornecedores, queremos ser parceiros estratégicos na jornada tecnológica de cada cliente.
Que compromisso a Auditeste assume com o mercado de tecnologia e qualidade de software?
Nosso compromisso é com a excelência, a inovação responsável e a ética. Queremos ser referência em qualidade de software, contribuindo para elevar os padrões do setor e mostrando que é possível unir rigor técnico, criatividade e respeito às pessoas.
Esse compromisso se traduz em investimentos contínuos em automação, certificações internacionais e desenvolvimento de talentos.
O que podemos esperar de Rafael Ramos como CEO — e o que você espera das pessoas que estarão ao seu lado nessa jornada?
Podem esperar proximidade, transparência e foco em resultados sustentáveis. Minha gestão será marcada pela valorização das equipes e pela busca constante de inovação.
De todos, espero engajamento, espírito colaborativo e coragem para propor novas ideias. Essa jornada só será bem-sucedida se for construída em conjunto, com cada pessoa contribuindo para levar a Auditeste a um novo patamar.





