A importância da segurança para microsserviços

Com o objetivo de otimizar cada vez mais o processo de escrever programas de software, a arquitetura de microsserviços foi criada. Mas qual a diferença entre esta e a metodologia tradicional e como manter a segurança ao desenvolver utilizando esta arquitetura?

Antes de tudo, é necessário compreender o que são os microsserviços e como eles são utilizados para construir aplicações gigantes utilizando partes diminutas.

Curioso para aprender mais sobre este tema? Continue lendo este texto e descubra!

 

O que é a arquitetura de microsserviços

A grande diferença entre a arquitetura de microsserviços e a abordagem tradicional monolítica é que o aplicativo não é escrito em um único bloco. Os microsserviços são componentes menores que devem ter alta coesão e complementar-se a fim de criar o todo.

Se o aplicativo final fosse um motor, cada microsserviço seria uma peça. Cada uma é fundamental, contudo, o motor consegue funcionar sem algumas peças e todas podem ser substituídas de forma a ter o menor impacto possível no funcionamento.

Quando trazemos isso para a prática, vemos que esta é uma forma de dividir grandes cargas de trabalho e garantir a entrega contínua de softwares grandes e complexos. Não somente, também permite que quaisquer bugs sejam facilmente identificados, isolados e consertados.

O escalonamento também é uma das vantagens de adotar esta metodologia, concentrando os esforços na criação de funcionalidades de negócios, sendo facilmente adaptáveis para os mais diversos contextos.

Outras vantagens desta arquitetura são:

  • É mais rápida para desenvolver;
  • Facilmente implementada;
  • Facilmente integrada com containers;
  • Escalonamento mais simples;
  • Equipes autônomas e multifuncionais; dentre outras.

Contudo, como qualquer metodologia de trabalho em TI, os microsserviços também apresentam seus próprios desafios. Um dos mais relevantes é a segurança! Desta forma, falaremos sobre isso a seguir.

 

Os desafios de segurança da arquitetura de microsserviços

Questões de segurança das aplicações devem ser levantadas antes mesmo de começar a implementação de microsserviços. Neste ponto de vista, os seguintes pontos devem ter atenção dos administradores de TI:

  • Vulnerabilidades distribuídas;
  • Comunicação entre microsserviços;
  • Controle de acesso;
  • Compartilhamento de credenciais;
  • Monitoramente

Mas como manter tudo isso em mente? Bem, para isto é possível adotar duas formas de pensar:

  • Framework

O primeiro passo é escolher bem o framework que será adotado no desenvolvimento dos microsserviços e também quais as bibliotecas adotadas para criar os mecanismos de segurança da aplicação.

Uma das formas de evitar que os microsserviços sejam expostas à uma rede pública é justamente adotando um gateway de API. Isto também permite um controle fino dos acessos e analisar o consumo por meio de gráficos.

  • Conceitos

Uma outra abordagem para esta mesma questão é implementar alguns conceitos de segurança como o Login Único (Single Sign-On, SSO), desta forma, cada usuário somente é capaz de realizar um único login no aplicativo web.

Neste mesmo âmbito, há ainda o Red Hat Single Sign-on, uma espécie de validação do login através de um subsistema de cache (Infinispan) que atua como um cluster. Este cluster é algo como múltiplos servidores que compartilham informações, sendo persistente mesmo no caso da falhas de um dos hosts.

Ao adotar este mecanismos, o módulo de Serviço de Autenticação e Autorização Java (JAAS) fica no Pluggable Authentication Module (PAM), um módulo que fica diretamente conectado do Security Domain.

Recuperando usuário que desinstalou seu aplicativo;

 

Boas práticas de segurança

Algumas das boas práticas de segurança que devem ser adotadas ao desenvolver um aplicativo através da arquitetura de microsserviços são:

  • Criptografia de dados

Realizar a criptografia dos dados estáticos ou em trânsito entre aplicações e serviços garante um nível de dificuldade a mais quando atravessando uma rede pública.

  • Automatizar testes

A automatização não somente poupa trabalho, mas também evita erros humanos ao verificar se todos os blocos de código seguem as políticas determinadas.

  • Usar ‘defesa em profundidade’ para priorizar os principais serviços

De forma simples, é interessante identificar os serviços mais sensíveis da aplicação sendo desenvolvida e aplicar várias camadas de segurança diferentes, desta forma, um invasor potencial deverá vencer diversas barreiras para conseguir ter acesso ao sistema sendo desenvolvido.

  • Monitorar comunicação entre os serviços

A criação de políticas de segurança claras a fim de monitorar as interações entre os serviços nas aplicações de microsserviços é extremamente importante. Isto porque, é necessário ter o conhecimento sobre quais dos diferentes serviços podem comunicar-se e quais são as interações permitidas.

Mas, antes mesmo da criação desta política, é necessário monitorar como o aplicativo se comporta. Sendo assim, é possível estabelecer quais serão as bases para estas regras, assim será muito mais simples identificar quaisquer padrões de comunicação não autorizados.

Os erros mais comuns na gestão de projetos;

 

Gostou das informações deste texto? Continue acompanhando o nosso blog e se informe cada vez mais sobre o que esperar das arquiteturas de microsserviços e diversas outras temáticas referentes a desenvolvimento e TI.

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