O que é gestão de análise de risco e as suas principais ferramentas

O gerenciamento de riscos na engenharia de software  é uma das tarefas mais críticas e complexas na área de gestão de projetos, pois pode significar diretamente ou indiretamente o sucesso ou o fracasso de determinado software.

A função do setor é buscar reduzir as chances de fracasso e, por conseguinte, aumentar as chances de sucesso. Contudo, vale lembrar que a sua missão é apenas reduzir ao máximo os riscos, não eliminá-los completamente.

O gerenciamento de riscos permite que a empresa assuma uma postura proativa e não simplesmente reativa ao reduzir efeitos indesejáveis e promover a melhoria contínua por meio da gestão da qualidade. Ou seja, a empresa toma ações para evitar problemas antes que eles aconteçam, não o contrário.

Por conta disso, foram desenvolvidas diversas ferramentas para facilitar o trabalho dos gestores de análise de risco. Confira, abaixo, quais são os objetivos dessas ferramentas e alguns exemplos de aplicações que podem ser utilizadas na gestão de análise de risco:

 

Quais são os objetivos das ferramentas de gestão de análise de risco?

A utilização de ferramentas de gestão de análise de risco tem como principal objetivo auxiliar profissionais da área no momento da tomada de decisão, avaliando a relevância dos riscos para evitar que o seu impacto afete negativamente pessoas, equipamentos, empresas, processos ou instalações.

No entanto, o uso de somente uma ferramenta pode não ser suficiente. Por conta disso, é importante que o profissional seja qualificado e tenha ciência de que a utilização de mais ferramentas pode ser útil no momento da tomada de decisão.

Por isso, listamos, abaixo, algumas das principais ferramentas de gestão de análise de risco do mercado.

Os erros mais comuns na gestão de projetos;

 

Principais ferramentas de gestão de análise de riscos

Checklist

A ferramenta Checklist não identifica riscos, mas garante que as medidas de processos anteriores para evita-los sejam tomadas.

Ele é, basicamente, uma ferramenta de contribuição com outras aplicações. O Checklist tem como principal objetivo verificar se medidas planejadas em outras ferramentas foram aplicadas ou não.

Na verificação citada, as medidas anotadas de processos anteriores são listadas e assinaladas com três opções: “Sim”, “Não” ou “Não aplicável”.

 

What If

É uma ferramenta antiga, porém muito eficaz para determinar e identificar possíveis riscos. Essa técnica pode ser utilizada em qualquer fase do projeto.

Geralmente, é utilizada em reuniões com profissionais que conhecem o fluxo do projeto e dos subprojetos desenvolvidos, além das entradas e saídas. Com todos os profissionais reunidos, diversas perguntas com base em “What If”, ou seja, “E se”, em português, são feitas para identificar riscos.

Por exemplo:

“E se nós perdêssemos integrante “x” da equipe?”

Dessa forma, seria possível pensar em como finalizar o projeto sem aquele profissional. Essa metodologia serve para que a empresa possa pensar em tomadas de decisões futuras no caso de aquela ação prevista ocorrer.

 

PFMEA

O objetivo da PFMEA (Process Failure Mode and Effective Analysis) é reconhecer e avaliar uma possível falha de processo, além dos seus respectivos efeitos. Essa ferramenta identifica, também, ações que devem ser tomadas para reduzir a possibilidade de falhas ocorrerem ou até ir além, eliminando chances de fracasso.

Além disso, a PFMEA identifica e classifica, em cada etapa do processo, os riscos potenciais de falhas. Ao indicar as possíveis falhas que possuem o maior número de prioridade de risco (RPN), a ferramenta cumpre duas funções:

1 – Auxiliar o gerenciamento e a engenharia a evitar falhas potenciais, poupando, dessa forma, tempo e dinheiro.

2 – Identificar a melhor forma de investir o capital financeiro da empresa e o tempo disponível dos colaboradores.

Essa ferramenta funciona como um histórico de autoconhecimento da empresa, pois fornece o registro de todas as falhas que já foram consideradas e as ações que foram tomadas. Dessa forma, possivelmente as mesmas falhas não serão encontradas novamente.

Os Benefícios na Automação de Processos em TI;

 

PMBOK

A ferramenta PMBOK (Project Management Body of Knowledge) acontece por meio de um conjunto de processos que devem ser acrescentados a outros conhecimentos. Ela é uma padronização que define qual é a melhor maneira de se chegar a determinado objetivo,

A PMBOK inclui ferramentas, técnicas e processos de gerenciamento que, unidos, permitem que a gestão de análise de riscos seja feita adequadamente. Essa prática é considerada uma ferramenta geral e pode ser utilizada em qualquer área, como TI, telecomunicações, ciências da computação, engenharia e etc.

 

APR

A Análise Preliminar de Riscos (APR) é uma técnica que deve ser aplicada em fases iniciais de atividades ou projetos. A sua principal função é evitar acidentes no futuro.

Nesta análise, é construída uma tabela onde possíveis perigos são listados a um projeto, um sistema ou uma atividade. Na fase seguinte, as causas e consequências dessa falha são identificadas.

Quando todos os pontos forem identificados, determina-se o grau de severidade e a probabilidade de o pior acontecer. Ao todo, são 3 graus: 1, 2 e 3. Dessa forma, é possível identificar a gravidade do problema e quais são as medidas preventivas ou corretivas a serem tomadas.

 

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