Retirada dos cookies: o que esperar com o fim do formato?

A retirada dos cookies é algo que deve dificultar a forma que muitas empresas trabalham e lidam com dados individuais de leads, usuários que frequentam conteúdos e serviços em determinado domínio.

Embora dificulte, o fim do cookie também mostra o avanço do mundo corporativo em acompanhar as novas necessidades do mercado, especialmente as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Hoje, os cookies são responsáveis por vazamentos e falhas em relação à proteção de dados sigilosos. Sendo assim, deixá-los de lado reforça a segurança digital e mantém informações individuais protegidas pelas empresas.

Para detalhar melhor como a era dos cookies chegou ao fim, a Auditeste preparou este conteúdo e reuniu tudo o que você precisa saber sobre a retirada dos cookies!

O que é um cookie?

O cookie é um formato de arquivo que considera o protocolo HTTP, responsável pelo acesso aos tantos domínios da internet, que tem como objetivo armazenar informações dos visitantes das páginas do site.

O armazenamento acontece imediatamente à confirmação do usuário e, geralmente, tem fins para o uso de marketing. Ou seja, serve para classificar o acesso ao lead em uma etapa de funil de vendas.

A partir desta classificação, o lead vive uma experiência mais personalizada no site, tendo acesso pensados a partir da sua necessidade e com anúncios de marketing mais efetivos e relacionados aos anseios daquele momento.

Da perspectiva empresarial, o cookie pode ser facilmente como um importante aliado na hora de prospectar novos leads e, futuramente, efetuar mais vendas.

Já na perspectiva do usuário, aceitar e conceder acesso às informações mais individuais garante um ambiente mais personalizado, tornando a experiência em termos de conteúdo mais dinâmica e próxima aos conteúdos mais úteis.

Porém, a retirada dos cookies também acompanha a tendência do mercado nacional e global, aumentando a segurança em operações digitais e evitando possíveis vazamentos de dados.

Especialmente no caso do Brasil, os dados pessoais são protagonistas das atuais mudanças do mercado, provocadas a partir da sanção da LGPD.

O que é a Lei Geral de Proteção de Dados?

A LGPD estabelece diretrizes e obrigações para a coleta, armazenamento e processamentos de dados considerados pessoais, como endereço, números de cartões de crédito, e-mail, telefone, CPF e RG, entre outras informações relacionadas à individualidade.

No Brasil, a Lei 13.709 entrou em vigor em 18 de setembro de 2020, após um certo atraso por conta da pandemia da Covid-19. Em resumo, a LGPD impõe leis mais claras e específicas para a internet brasileira. Entre eles estão:

  • Assegurar o direito à privacidade e à proteção de dados pessoais dos usuários, por meio de práticas transparentes e seguras, garantindo direitos fundamentais;
  • Estabelecer regras claras sobre o tratamento de dados pessoais;
  • Fortalecer a segurança das relações jurídicas e a confiança do titular no tratamento de dados pessoais, garantindo a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa das relações comerciais e de consumo;
  • Promover a concorrência e a livre atividade econômica, inclusive com portabilidade de dados.

Qual a relação entre a retirada dos cookies e a LGPD?

A retirada dos cookies e a LGPD não têm uma relação direta. Isso porque o fim do suporte aos cookies tem partido das grandes empresas de anúncios digitais, especialmente o Google. No entanto, a LGPD não deixa de impactar este fim.

Embora eficientes, os cookies se mostraram pouco seguros e provocaram vazamentos de dados por conta da ingenuidade dos usuários.

De acordo com um relatório da startup Wibson, 94% dos usuários aceitam cookies de modo automático, enquanto 5% rejeita o uso e apenas 1% personaliza quais dados são cedidos.

A partir disso, criou-se uma prática bastante comum: o uso de cookies maliciosas. Esses cookies são malwares que funcionam de modo similar aos cookies tradicionais, contudo as informações ficam salvas para futuros golpes ou extorsões.

Tendo em mente que muitos usuários simplesmente confiam e aceitam os cookies, esse tipo de golpe se tornou bastante comum e foi responsável por muitas perdas, seja entre usuários domésticos e até mesmo empresas.

Com a sanção e o enfim vigor da LGPD, a retirada dos cookies se tornou uma necessidade para o mercado nacional.

Em paralelo, grandes empresas de tecnologia e anúncios se viram na obrigação de encerrar o suporte e incentivar novas alternativas de personalização da experiência dos usuários.

Portanto, não há uma relação direta entre o fim dos cookies e a LGPD, mas ambas chegam em um momento de mais atenção do uso de dados individuais dos usuários.

O que significa o fim dos cookies e como será feita?

O fim dos cookies deve acontecer até 2023, data limite imposto pelo Google para que as empresas utilizem alternativas aos até então populares pacotes de armazenamento. No entanto, o suporte a nova solução ainda não está definida.

Hoje, a retirada dos cookies terá o acréscimo do Federated Learning of Cohorts (FLoC), formato que garante a anonimização e agrupa usuários com base em gostos e preferências de conteúdo.

Em termos gerais, o FLoC tem o mesmo propósito que o cookie. Contudo, aqui o usuário não fica identificado ou relacionado a dados de natureza individual, mas sim agrupado aos grupos com gostos e informações similares.

Deste modo, ao personalizar um anúncio, a empresa impactará grupos de pessoas que buscam experiências semelhantes. Assim, você terá a atenção não apenas do seu lead, mas também de leads em potencial que ainda não conhecem o seu produto ou serviço.

Qual o impacto da retirada dos cookies?

A retirada dos cookies trará um impacto de curto e médio prazo, onde os usuários terão experiências menos personalizadas e empresas deverão reorganizar anúncios internos. No entanto, os aspectos gerais do fim dos cookies são mais positivos e bem poucos negativos.

Positivos porque eles acompanham as novas necessidades do mercado. Inclusive, o FLoC garante a anonimização de dados, ponto bastante relevante ao aplicar as novas diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados.

Além de seguir tendências, ele oferecerá mais proteção aos usuários, pondo fim ao uso de cookies maliciosos.

Porém, vale a pena pontuar que a alternativa ao cookie ainda não é um consenso entre os navegadores. Pelo contrário, browsers populares, como Microsoft, Mozilla e Opera, posicionaram-se contrários ao FLoC.

Isso porque, embora não relacione informações individuais, o Google teria dados de milhares de usuários. Isso, em tese, beneficiaria apenas a gigante da tecnologia.

Sendo assim, o impacto do fim dos cookies tem seus pontos positivos por proporcionar mais segurança, mas há ressalvas em relação às novas alternativas.

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