A cibersegurança no setor financeiro deixou de ser apenas uma boa prática de tecnologia e passou a ocupar posição estratégica na continuidade dos negócios. Bancos, fintechs, instituições de pagamento e cooperativas lidam diariamente com dados pessoais, credenciais, transações e valores, o que os torna alvos atrativos para criminosos.
Nesse cenário, a segurança cibernética protege operações, reduz prejuízos e preserva a confiança dos clientes, além de apoiar o cumprimento das novas exigências regulatórias do Banco Central.
Continue lendo este conteúdo para entender o que mudou e a importância do Pentest para esse setor.
Cibersegurança no setor financeiro: uma prioridade regulatória e empresarial
Uma falha em uma aplicação financeira pode causar indisponibilidade, fraude, vazamento de dados e danos reputacionais. Com aplicativos, APIs, nuvem e fornecedores integrados, não basta instalar ferramentas, é necessário verificar se os controles resistem a tentativas reais de exploração.
As Resoluções CMN nº 5.274/2025 e BCB nº 538/2025 reforçam essa responsabilidade. Os normativos determinam que a avaliação e a correção de vulnerabilidades incluam testes e análises periódicos, varreduras, correção tempestiva e testes de intrusão.
Também estabelecem que o teste de intrusão tenha periodicidade mínima anual, seja conduzido com independência e imparcialidade e tenha seus resultados documentados, incluindo vulnerabilidades e planos de ação.
Assim, a expressão segurança cibernética do Banco Central representa uma mudança concreta. A instituição precisa demonstrar evidências de que identifica, trata e acompanha seus riscos.
Principais testes de segurança para o setor financeiro
A estratégia mais eficiente combina diferentes avaliações, pois cada teste responde a uma pergunta específica sobre o ambiente tecnológico. Confira na tabela abaixo os principais tipos de testes para esse setor e o que eles avaliam.
| Tipo de teste | O que avalia | Contribuição para uma instituição financeira |
| Varredura de vulnerabilidades | Falhas conhecidas em ativos, sistemas e configurações | Ajuda a localizar rapidamente pontos que precisam de correção |
| SAST | Código-fonte de aplicações durante o desenvolvimento | Encontra vulnerabilidades antes da publicação do software |
| DAST | Aplicação em execução, simulando requisições externas | Identifica falhas observáveis no comportamento da aplicação |
| Teste de API | Autenticação, autorização, lógica e exposição de endpoints | Protege integrações com parceiros, aplicativos e serviços digitais |
| Teste de engenharia social | Reação de pessoas a abordagens fraudulentas | Mede a resistência a phishing, manipulação e roubo de credenciais |
| Teste de continuidade e recuperação | Capacidade de manter ou restaurar serviços críticos | Verifica resiliência diante de indisponibilidade e incidentes |
| Pentest | Exploração controlada de vulnerabilidades reais | Mostra o caminho que um invasor poderia seguir e o impacto possível |
Pentest: a visão prática sobre o risco
O Pentest, ou teste de penetração, é uma simulação autorizada e controlada de um ataque cibernético. Profissionais especializados adotam técnicas semelhantes às de um invasor, mas respeitam regras de escopo, segurança e não interrupção dos serviços.
O objetivo é demonstrar quais vulnerabilidades podem ser desencadeadas, quais ativos podem ser alcançados e quais impactos podem ocorrer.
Em uma instituição financeira, o trabalho pode abranger aplicações web e mobile, APIs, redes externas, nuvem, autenticação, autorização e infraestrutura. Ao final, o relatório deve apresentar evidências, classificação de risco, impacto, recomendações e prioridades de tratamento. Um reteste posterior confirma se as correções foram eficazes.
Essa abordagem complementa a varredura automatizada. Enquanto uma ferramenta pode apontar uma configuração insegura, o Pentest verifica se ela pode ser explorada no contexto real da operação.
Como transformar o resultado em proteção contínua?
O valor do teste aparece quando a organização converte achados em decisões. É preciso definir o escopo, priorizar as correções conforme a criticidade e acompanhar indicadores, acessos, componentes e fornecedores, repetindo as avaliações após mudanças significativas.
A proteção deve integrar autenticação multifator, criptografia, segmentação de rede, monitoramento, cópias de segurança, gestão de vulnerabilidades e resposta a incidentes. Nenhum teste elimina todos os riscos, a segurança cibernética precisa fazer parte da governança e do desenvolvimento.
Prepare sua instituição com o Pentest da Auditeste
Cumprir a regulamentação é importante, mas antecipar ataques é estratégico. Com o Pentest da Auditeste, sua empresa pode avaliar a exposição de sistemas e aplicações por meio de uma simulação controlada, obter evidências técnicas e organizar um plano de correção alinhado às prioridades do negócio.
Quer fortalecer a segurança cibernética e se preparar para as exigências do Banco Central? Solicite um orçamento de Pentest à Auditeste e converse com especialistas sobre o escopo mais adequado para sua instituição financeira.
Perguntas Frequentes sobre Cibersegurança no Setor Financeiro
1. O que é cibersegurança no setor financeiro?
É o conjunto de práticas e tecnologias usadas para proteger dados, sistemas e operações financeiras contra ataques e fraudes.
2. O Pentest passou a ser obrigatório para instituições financeiras?
Sim. As normas do Banco Central estabelecem testes de intrusão periódicos, com periodicidade mínima anual, documentação dos resultados e planos de correção.
3. O que o Pentest identifica?
Ele revela vulnerabilidades exploráveis, possíveis caminhos de ataque e impactos que poderiam afetar sistemas e operações.
4. Por que contratar o Pentest da Auditeste?
Para realizar uma simulação controlada de ataque, identificar riscos de forma proativa e obter recomendações para fortalecer a segurança cibernética.





